Governo "apreensivo" com onda de calor apela à prevenção para evitar mortalidade

Governo "apreensivo" com onda de calor apela à prevenção para evitar mortalidade

Em entrevista à RTP, a secretária de Estado Ana Povo lembrou que a prevenção é a melhor forma de reduzir os riscos para a saúde.

Joana Raposo Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Nuno Patrício - RTP

Numa altura em que Portugal atravessa uma onda de calor, a secretária de Estado da Saúde confessou esta quinta-feira estar “apreensiva” pelo risco de aumento da mortalidade.

“Estou tranquila em relação à preparação toda que já estamos a fazer desde abril na preparação da resposta sazonal (…), mas estou apreensiva”, declarou a secretária de Estado.

A responsável lembrou que “no ano passado, na onda de calor que vivemos num período muito longo entre julho e agosto, verificámos o recorde do índice Ícaro”, o sistema de monitorização que mede o risco das temperaturas elevadas para a saúde pública.

“Eu temo pela evolução do Ícaro”, disse ao Jornal da Tarde da RTP, avisando que corremos o risco de “atingir um novo pico, com o impacto que isso tem na saúde e na mortalidade”.

Ana Povo reiterou que “na onda de calor, evita-se a mortalidade com a prevenção, daí que seja tão importante” seguir as recomendações das autoridades de saúde.

Questionada sobre a capacidade dos estabelecimentos de saúde numa altura em que a procura pode aumentar devido ao calor, a secretária de Estado explicou que “em termos de procura de cuidados hospitalares, a onda de calor tem uma procura muito menor àquilo que verificamos no inverno”.

Ainda assim, “obviamente que os níveis de contingência subirão conforme a procura”, assegurou.

Afirmou ainda que, neste período de maior calor, cabe às juntas de freguesia identificar pessoas vulneráveis, que serão visitadas pelas autoridades de saúde ou acolhidas em locais de abrigo climatizados.

“O país estabelece normas nacionais, mas o mais importante na resposta à população são estes trabalhos locais”, disse Ana Povo.

Quanto às férias dos profissionais de saúde, a responsável insistiu que “as escalas estão neste momento acauteladas” e lembrou que em junho “vivemos um período de feriados que levam a pontes e não tivemos constrangimentos devido às férias dos profissionais nessa altura”.

“Nos próximos dias a situação está acautelada, vamos analisando com precaução” para “podermos planear uma resposta em rede se for preciso”, garantiu.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) avançou esta quinta-feira que o aviso vermelho devido ao calor foi alargado até domingo em dez distritos do litoral e do interior sul do país.
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